segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sai!

Não se aproxime...
Não olhe...
Não...


Cansado de coisas naturais e normais, o que incomoda? Algo grita dentro do peito, e que se esvai no silêncio das palavras!
Aqui estou de mãos amarradas e olhos vendados, pra sentir o que acontece ao redor, e nada me faz agir...
Tudo passa repentinamente e nada acontece..
Meus medos tomam conta e as palavras não vem, um quarto bagunçado, um copo vazio, e um cigarro no fim queimando as veias quentes de sangue e frias de sentimento...
As noites já não sussurram mais nada e sinto falta...falta... e falta...
Tremores e sensações estranhas! Uma música de amizade, textos fragmentados!

Quero novo, e o novo não me quer, ele foge de mim, ele diz que o momento há de chegar, mas não tenho tempo pra esperar...
O que tenho? O que me resta?
Eu só sei cantarolar aquela canção de amizade e sua letra dói no peito, um peito eu já foi cicatrizado, preso em rotineiras semanas de luxúria...

O que não quero?
Não, Não, Não!
Palavra negativa do sentido eu não quero admitir!
Eu não quero admitir!
Admitir?

Sai de mim sopro mágico pra transformar e me deixar em paz!
Em paz com aquilo que eu quero ser e o que eu ainda sou!
Não vou me deixar levar pela proposta feita de alguém que não está aqui!
Quero viver e me socorrer entre religiões e falsas crenças!
Deixar sair aquilo que é sincero!
E parar de usar uma máscara que eu mesmo inventei para enfrentar aquilo que já não é mais atual!
me solta!
e larga!
Me deixa aqui...
Sozinho!