Correndo ela chegou ao terraço.
- Vem logo. Vem! - Ela dizia.
Logo chegou a ponta, abriu os braços e fechou os olhos.
- Olha, não é lindo? Daqui vejo a lua e as luzes se encontraram.- Ela riu.
O vinho ela tomou da mão dele, e bebeu. Ofereceu pra ele beber, ele ainda receoso tomou um gole.
Descalça ela dançava, aproveitando o vento, e a música da cidade que ali tocava.
Ele olhava de um lado pro outro e a observava, por um momento riu. Achou tão estranho e engraçado, aquela bomba relógio de aventuras que estava em sua frente.
Eles se sentaram na beirada, e compartilharam o resto do vinho que ainda estava naquela garrafa escura.
Ela o olhou.
- Tá frio. - ele esfregava as mãos.
Ele tinha chegado ali ao acaso, sendo puxado por ela. Não sabia o por que, mas ali ficava, e sem assunto não sabia o que dizer.
Quando ousou olhar pra cima, e logo jogou a cabeça pra trás, deitando naquele chão, ou teto.
- Aqui só temos horizonte se olharmos pra cima. O horizonte está acima de nossas cabeças, longe dos olhos. - Ele disse.
Ela deitou ao seu lado, e logo se aconchegou em seu peito.
Não disse nada. não era preciso.
Aquelas duas histórias se cruzavam, ou melhor se batiam, e a batida fez co que seus corpos se deslocassem do lugar, tirando deles tudo o que sabiam. Naquele momento só se sabia que ele estava ali, e ela também.
O silêncio tomou conta da noite, nada mais foi dito.
A luz da luz cuidou de todo o resto.
Ele ali. Ela ali.
Os dois, o silêncio, olhos nos olhos, a noite, a lua, e mais ninguém.
- Olha tá amanhecendo...
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